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Sobre saudade
Há dias em que acordamos para o deleite do não saber, do inesperado já acontecido, da invenção do novo. Há dias em que tropeçamos no paralelepípedo da saudade — aquele concreto daquela rua já conhecida, por onde muitas vezes passamos, andamos. E, de repente, sentimos nosso corpo — (trans)passado — pelo passado (atravessado), cheio de vontade de um infinito (des)conhecido. Por que todo gosto de outrora tem vontade própria e quer se arquear sob o poente, como se fosse morar den
Pensar Rizoma
há 5 dias1 min de leitura


Caneca.
Há dias que me sinto abandonada, suja, sem serventia para ninguém. Há outros que sou tão lembrada, que sinto aconchego, sou tocada pelo calor. Um café para acompanhar um bolo, um chá para acalmar os ânimos, um brinde solitário ou a dois, estou aqui em vários momentos. Eu sou divertida, eu sei, pois fui criada para ser assim. Tem outros que foram criados sem personalidade, sem uma característica, apenas mais um no meio de tantos iguais. Eu me destaco. Fui criada para ser prese
Pensar Rizoma
3 de out.2 min de leitura
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