top of page


Casa
No calendário, constava sete de julho de 1999. O relógio vetusto, suspenso na parede da cozinha, marcava dez para as quatro da tarde. O céu queimava lentamente, como a cinza de um cigarro esquecido num cinzeiro de cerâmica desgastada. Ainda sinto o mesmo cheiro vindo do jardim bem cuidado. Estou na mesma casa de madeira rubra, com o telhado alaranjado que se funde ao limo, em contraste com as copas verdejantes das árvores. Vivo neste dia há vinte e sete anos. Não sei por quê,
Pensar Rizoma
24 de set.2 min de leitura
bottom of page
