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Sobre saudade
Há dias em que acordamos para o deleite do não saber, do inesperado já acontecido, da invenção do novo. Há dias em que tropeçamos no paralelepípedo da saudade — aquele concreto daquela rua já conhecida, por onde muitas vezes passamos, andamos. E, de repente, sentimos nosso corpo — (trans)passado — pelo passado (atravessado), cheio de vontade de um infinito (des)conhecido. Por que todo gosto de outrora tem vontade própria e quer se arquear sob o poente, como se fosse morar den
Pensar Rizoma
há 5 dias1 min de leitura


Casa
No calendário, constava sete de julho de 1999. O relógio vetusto, suspenso na parede da cozinha, marcava dez para as quatro da tarde. O céu queimava lentamente, como a cinza de um cigarro esquecido num cinzeiro de cerâmica desgastada. Ainda sinto o mesmo cheiro vindo do jardim bem cuidado. Estou na mesma casa de madeira rubra, com o telhado alaranjado que se funde ao limo, em contraste com as copas verdejantes das árvores. Vivo neste dia há vinte e sete anos. Não sei por quê,
Pensar Rizoma
24 de set.2 min de leitura
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