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Burnout, brownout e a crise do sentido
O despertador soa. O sol toca a janela do quarto, e a luz atravessa os pequenos furos, escapando por onde a cortina já não consegue conter o dia. É, mais uma vez, outro dia. Os olhos despertam entreabertos, tortuosos, ainda sob o cansaço da noite, cujos sonhos, por vezes, sequer deixam vestígios na memória. Em outros momentos, o corpo desperta dilacerado, incapaz de repousar em paz, como se a rotina atravessasse cada fibra muscular, cada centímetro da alma, e ali instalasse u
Pensar Rizoma
14 de set.4 min de leitura


Tempo, corpo e clínica psicológica
Tique-taque, tique-taque. Nas engrenagens de um relógio preso no passado ou de outro mergulhado em tecnologia, ou melhor, em instantes de futuro ou atualizações de relógios inteligentes. Tique-taque. Relógio preso no pulso, relógio em cima da cômoda da sala ou relógio do computador. Tique-taque cronometrado. Entre cinquenta minutos e uma hora, há um tempo que não se pode contabilizar nem capturar dentro de uma sessão de psicoterapia. Esse tempo escapa. Escorrega. Transborda
Pensar Rizoma
14 de set.4 min de leitura
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