top of page


Casa
No calendário, constava sete de julho de 1999. O relógio vetusto, suspenso na parede da cozinha, marcava dez para as quatro da tarde. O céu queimava lentamente, como a cinza de um cigarro esquecido num cinzeiro de cerâmica desgastada. Ainda sinto o mesmo cheiro vindo do jardim bem cuidado. Estou na mesma casa de madeira rubra, com o telhado alaranjado que se funde ao limo, em contraste com as copas verdejantes das árvores. Vivo neste dia há vinte e sete anos. Não sei por quê,
Pensar Rizoma
24 de set.2 min de leitura


Como nó de crochê
Certa tarde, eu e a minha esposa trabalhávamos em frente ao notebook, eu, escrevendo ou relendo algum texto, Beatriz, convergia sua atenção para sua escrita acadêmica, ambos tínhamos nossos olhares para um equipamento eletrônico, uma ferramenta que estava a nos servir. Era uma tarde que o calor se desenrolava de maneira inesperada com iluminação suficiente para não precisar ligar a lâmpada, mas sim, o ventilador de teto. Na sala ainda começavam a surgir mosquitos quase vera
Pensar Rizoma
18 de set.6 min de leitura
bottom of page
