a&&u?.prototype!==void 0){let e=c({context:u,property:"prototype",propertiesToExclude:s,skipPrototype:!0});e instanceof Error||(d.originalPrototype=e?.originalObject,d.originalPrototypeProperties=e?.originalProperties)}return o({context:t,property:r,value:u,enumerable:f?.enumerable}),d}function a(e,t){let r=(t||globalThis)[e],n=l(t||globalThis,e);return r&&n&&(n.writable||n.configurable)?(Object.freeze(r),o({context:globalThis,property:e,value:r})):r}function l(e,t){if(!(!e||!t))try{return Reflect.getOwnPropertyDescriptor(e,t)}catch{return}}function s(e){return e.startsWith("//")&&/(?:[a-z0-9](?:[a-z0-9-]{0,61}[a-z0-9])?\.)+[a-z0-9][a-z0-9-]{0,61}[a-z0-9]/g.test(`${location.protocol}:${e}`)&&(e=`${location.protocol}${e}`),!e.startsWith("http")||new URL(e).hostname===location.hostname}function u(e){if("string"!=typeof e)return e;try{return decodeURIComponent(e).toLowerCase().trim()}catch{return e.toLowerCase().trim()}}function p(e,t){return e instanceof Headers?e.forEach((r,o)=>{f(o,t)||e.delete(o)}):Object.keys(e).forEach(r=>{f(r,t)||delete e[r]}),e}function f(e,t){return!t.has(u(e)||"")}function d(e,t){let r=!0,o=u(function(e){let t,r;if(globalThis.Request&&e instanceof Request)t=e.url;else if("function"==typeof e?.toString)t=e.toString();else throw Error("Unsupported type for url");try{return new URL(t).pathname}catch{return(r=t.replace(/#.+/gi,"").split("?").shift()).startsWith("/")?r:`/${r}`}}(e));return o&&t.some(e=>o.includes(e))&&(r=!1),r}var y=["true","b","c","new","enabled"];let b=[],g=(e,t)=>{let r;return b.includes(t)||!0===(r=e[t])||"string"==typeof r&&y.includes(r.toLowerCase())};performance.mark("overrideGlobals started");let{experiments:m}=window.viewerModel,v=g(m,"specs.thunderbolt.securityExperiments");try{let e,t;!function(){let e=globalThis.open,t=document.open;function r(t,r,o){let n="string"!=typeof t,i=e.call(window,t,r,o);return n||t&&s(t)?{}:i}o({property:"open",value:r,context:globalThis,enumerable:!0}),o({property:"open",value:function(e,o,n){return e?r(e,o,n):t.call(document,e||"",o||"",n||"")},context:document,enumerable:!0})}(),v&&function(){let e=document.createElement,t=Element.prototype.setAttribute,r=Element.prototype.setAttributeNS,n=Element.prototype.removeAttribute,i=(Object.getOwnPropertyDescriptor(HTMLIFrameElement.prototype,"contentWindow")?.get,Object.getOwnPropertyDescriptor(HTMLIFrameElement.prototype,"src")),c=i?.get,a=i?.set,l=Object.getOwnPropertyDescriptor(HTMLIFrameElement.prototype,"sandbox")?.get,s=DOMTokenList.prototype.add,p=DOMTokenList.prototype.remove,f=DOMTokenList.prototype.toggle,d=DOMTokenList.prototype.replace,y=Object.getOwnPropertyDescriptor(DOMTokenList.prototype,"value"),b=y?.get,g=y?.set,m=new WeakSet;o({property:"createElement",context:document,value:function(n,i){let c=e.call(document,n,i);return"iframe"===u(n)&&(o({property:"srcdoc",context:c,get:()=>"",set:()=>{console.warn("`srcdoc` is not allowed in iframe elements.")}}),o({property:"setAttribute",context:c,value:function(e,r){if("srcdoc"===e.toLowerCase())return void console.warn("`srcdoc` attribute is not allowed to be set.");t.call(c,e,r);e.toLowerCase()},enumerable:!1}),o({property:"setAttributeNS",context:c,value:function(e,t,o){if("srcdoc"===t.toLowerCase())return void console.warn("`srcdoc` attribute is not allowed to be set.");r.call(c,e,t,o);t.toLowerCase()},enumerable:!1})),c},enumerable:!0})}(),g(m,"specs.thunderbolt.hardenFetchAndXHR")&&v&&function(e,t,r){let n=fetch,i=XMLHttpRequest,c=new Set(t);function a(){let t=new i,o=t.open,n=t.setRequestHeader;return t.open=function(){let n=Array.from(arguments),i=n[1];if(n.length<2||d(i,e))return o.apply(t,n);throw Error(r||`Request not allowed for path ${i}`)},t.setRequestHeader=function(e,r){f(decodeURIComponent(e),c)&&n.call(t,e,r)},t}o({property:"fetch",value:function(){var t;let o=(t=arguments,globalThis.Request&&t[0]instanceof Request&&t[0]?.headers?p(t[0].headers,c):t[1]?.headers&&p(t[1].headers,c),t);return d(arguments[0],e)?n.apply(globalThis,Array.from(o)):new Promise((e,t)=>{let o=Error(r||`Request not allowed for path ${arguments[0]}`);t(o)})},enumerable:!0}),o({property:"XMLHttpRequest",value:a,enumerable:!0}),Object.keys(i).forEach(e=>{a[e]=i[e]})}(["/_api/v1/access-tokens","/_api/v2/dynamicmodel","/_api/one-app-session-web/v3/businesses"],["client-binding"]),function(){if(navigator&&"serviceWorker"in navigator)navigator.serviceWorker.register,o({context:navigator.serviceWorker,property:"register",value:function(){console.log("Service worker registration is not allowed")},enumerable:!0})}(),e=[],t=(t=[]).concat(["TextEncoder","TextDecoder"]),v&&(t=t.concat(["XMLHttpRequestEventTarget","EventTarget"])),t=t.concat(["URL","JSON"]),v&&(e=e.concat(["addEventListener","removeEventListener"])),e=e.concat(["encodeURI","encodeURIComponent","decodeURI","decodeURIComponent"]),t=t.concat(["String","Number"]),v&&t.push("Object"),t=t.concat(["Reflect"]),e.forEach(e=>{a(e),["addEventListener","removeEventListener"].includes(e)&&a(e,document)}),t.forEach(e=>{c({property:e})}),v&&function(){return e("setTimeout",0,globalThis),e("setInterval",0,globalThis);function e(e,t,r){let n=r||globalThis,i=n[e];if(!i||"function"!=typeof i)throw Error(`Function ${e} not found or is not a function`);o({property:e,value:function(){let r=Array.from(arguments);if("string"!=typeof r[t])return i.apply(n,r);console.warn(`Calling ${e} with a String Argument at index ${t} is not allowed`)},context:r,enumerable:!0})}}()}catch(t){window?.viewerModel?.mode.debug&&console.error(t);let e=Error("TB006");window.fedops?.reportError(e,"security_overrideGlobals"),window.Sentry?window.Sentry.captureException(e):globalThis.defineStrictProperty("sentryBuffer",[e],window,!1)}performance.mark("overrideGlobals ended")})(); //# sourceMappingURL=https://static.parastorage.com/services/wix-thunderbolt/dist/overrideGlobals.inline.b271af7d.bundle.min.js.map
top of page

Poder de uma ligação

Foto do escritor: Pensar Rizoma
Pensar Rizoma
26 de set.
3 min de leitura

Se você não trabalha com telecomunicações (cada vez mais raro devido aos "robôs"), falar ao telefone (celular) é algo menos comum. Hoje, as trocas de mensagens de texto e o hábito de gravar e enviar áudios se tornaram mais rotineiros. Falar com alguém de maneira quase "à moda antiga" é, praticamente, como escrever e enviar uma carta — algo quase vintage.


O tempo era outro quando precisávamos escrever cartas. A espera era atravessada pelo tempo de ir até o local para depositar a carta, o tempo que a empresa levava para transportá-la fisicamente e direcioná-la aos responsáveis certos. Sem mencionar que, antigamente, tínhamos o tempo dos mensageiros a pé, a cavalo, de navios e até de pombos-correio.


Hodiernamente, nos escondemos atrás de ferramentas de texto e áudio que são cada vez mais rápidas. Manter algo contínuo e por uma duração indeterminada parece estar  cada vez mais difícil, mesmo que, muitas vezes, uma conversa verse com um pouco de aleatoriedade e nada de continuidade. 


Talvez o melhor exemplo para ilustrar o sentido de falar ao telefone, hoje em dia, seja falar com a pessoa amada. Ainda acredito que estamos mais próximos da antiguidade quando se trata do amor, ou melhor, da paixão. Tendemos a não seguir o fluxo; tendemos à rebeldia (não importa a idade, nem o tamanho da rebeldia). A paixão, que é um grande exercício prático do amor, causa fissuras em tudo que é monótono.


Necessitamos um pouco da possível impossibilidade que a paixão nos causa; ela é um elixir revolucionário que muitas vezes implode a percepção do tempo. Para o objeto amado, direcionamos uma paixão desenfreada, com o desejo de parar o tempo, capturá-lo, recortá-lo e transformá-lo em pequenas tiras de eternidade – como se fossem pérolas guardadas em um porta-tempo, lembranças. Será que, ao falar ao telefone, estamos sustentando no ar pequenas porções de eternidade?


Descobri que Beatriz gosta de fazer ligações telefônicas, mas as faz otimizando seu tempo e, muitas vezes, de forma inesperada. Ela tende a me ligar enquanto caminha para algum compromisso ou até mesmo enquanto dirige. Talvez seja uma maneira de enganar o espaço e o tempo, como se quisesse dizer a ambos que não lhe causarão ansiedade, que não poderão lhe dizer que determinado lugar está muito distante ou que ainda falta muito tempo para o próximo compromisso. Então, por que não tornar esse espaço-tempo útil, transformando-o em um encontro?


Às vezes, uma conversa apressada nos serve para desabafar, como despejar chá quente em uma xícara disposta à mesa da tarde; nos ajuda a chegar ao fim do dia de maneira mais leve. Acredito que, além de muitos outros motivos para Beatriz me ligar, um deles seja para que ela possa chegar à noite com mais serenidade, para que possamos sentar juntos no sofá, aliviados de pesos mais leves. 


Quando o celular começa a tocar/vibrar e seu nome aparece na tela (na verdade um apelido “Mon Amour”), sei que me contará algum disparate que lhe atingiu como um raio ou como que é o infortúnio da sua manhã ter que lidar com pessoas desagradáveis. Talvez esse suspiro, esse respiro de um término de período para o início de outro, uma ligação, às vezes, seja necessária, pois conversar por ligação é atravessar o espaço-tempo, um hiato, um muro que nos separa: ares, pavimentos, cidades, mar.


Uma ligação nos conecta, nos aprofunda, ganhamos minutos, horas sobre o tempo… Um jogo de poder, quem pode mais sobre nós? Uma luta perdida que vale ganhar nas entrelinhas. Por isso, acredito na importância de uma conversa por telefone (celular), ouvindo a voz da outra pessoa, especialmente, se a voz for da pessoa amada. 


Acredito que essa história de ligação telefônica começou para querer romper esse espaço-tempo, conhecendo minha esposa, para otimizar nosso tempo juntos, é claro. Mas vai além disso, Beatriz gosta da eternidade, gosta, sim,  de otimizar seu tempo, e também, gosta de ser escutada, gosta de ser cuidada mesmo de longe. 


Uma ligação pode costurar o infinito e brincar com a eternidade, ela pode tilintar por horas após desligar, ou ainda, pode ser lentamente uma construção de bases de uma relação, como a cumplicidade. O tempo que enganamos por aqui (durante uma ligação com a minha esposa), é para ecoar e sustentar, resistir e perseverar uma relação a dois na escuta de pequenos desabafos de uma vida, esse tempo, se costura como eterno, um tempo de escuta, um tempo de arcabouço.


 Estar pronto para o outro, cuidar do outro é necessário para uma existência digna e potente. A vida é incessante de responsabilidades desafiadoras e pungentes, dedicar-se ao outro é nadar contra a corrente. 

Comentários


bottom of page